sábado, 22 de novembro de 2008

momento reflexão

Nesta última semana, andei pensando muito no rumo que irei dar a minha vida após esta experiência. Afinal, são tantos os desafios vividos por aqui, que percebi ter amadurecido uns dez anos em apenas dois meses. É, pode até não parecer, mas viver longe de casa (principalmente em um outro país) é praticamente uma prova-final a mais uma etapa de nosso desenvolvimento humano. Aqui é assim: você e o mundo! Portanto, aprenda e viva! Ou melhor, as pessoas que te amam de verdade estão a milhares de quilômetros. E assim, neste novo território de “pseudo-liberdade recheado com pitadas de auto-controle” você passa a adquirir um padrão de auto-conhecimento nunca experimentado antes.

Adianto, demoramos um pouquinho para perceber isso. Mas quando a ficha cai de verdade, começamos a abrir os olhos para tudo. Aliás, eu posso dizer, com quase absoluta certeza, que nesta viagem estou aprendendo a me conhecer por completo. A cada dia, sem nem esperar, pratico um complexo exercício de descobertas e conflitos. No qual: ser capaz, ter coragem, saber escutar, compreender e ser compreendido, respeitar diferenças, absorver conhecimento, compartilhar experiências e mais um milhão de “isso mais aquilo” farão parte da sua rotina.

Uma verdadeira transformação da personagem principal de sua vida: VOCÊ! Como li, há alguns dias, no profile do orkut de uma guria brasileira, viver em outro pais não é só a oportunidade de aprender uma nova língua, conhecer lugares novos e ter contato com pessoas e culturas distintas. As horas mudam (aqui ainda mais – estou quinze horas à frente de tudo!rs.), o valor monetário, o tipo de comida, as roupas, os amigos, os cheiros, as verdades etc. Bom, faço das palavras dessa guria, as minhas próprias palavras:

"" Morar fora de casa não é apenas aprender uma nova língua.
 Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
 Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
 Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu pais.
 Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.
 Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
 Não é apenas ter horários malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.
 Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
 Não é apenas não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.
 Não é apenas amar o novo, as mudanças e também sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas que deixou em seu pais.
 Não é apenas a distância.
 Não são apenas as novidades.
 Morar fora é se conhecer muito mais.
 É amadurecer e ver um mundo de possibilidades à sua frente.
 É ver que é possível sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.
 É ver seus objetivos mudarem.
 É mudar de idéia, de opinião. É colocar em prática.
 É ter que mudar sua cabeça todos os dias.
 É deixar de lado as coisas pequenas.
 É saber tapar o seu ouvido.
 É se valorizar.
 É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
 É se ver aberto para a vida.
 É não ter medo de arriscar.
 É colocar toda a sua fé em prática.
 É ter fé.
 É aceitar desafios constantes.
 Morar em outros países é se surpreender com você mesmo.
 É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO! ""

Para finalizar, digo apenas uma coisa:

Se jogue! E viva com intensidade um dos melhores momentos da sua vida! Isso fará parte da sua história para sempre! Ok?

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Ah, respondendo a enquete de ontem: Na Nova Zelândia existem três tipos de KIWI. O primeiro e mais importante é o que deu nome a toda a uma população e também a uma fruta. Sim, o verdadeiro Kiwi é uma ave de hábitos noturnos, que não voa, pois tem uma asinha ridícula, e só existe aqui na Nova Zelândia. Para conhecer esta espécie exótica, veja uma animação bem legal de uma agência daqui. O mais interessante disso tudo é que esta ave, aparentemente estúpida é o principal símbolo de uma nação. São várias as lendas, mas costumam dizer que o espírito aventureiro e desafiador do povo neo-zelandês provem deste bichinho, por sua constante insistência pela sobrevivência (um monte de predadores) e carência emocional (imagine só, uma ave que não sabe voar!!!rsrsrs como assim?? Este bicho devia ter um complexo de existência incrível!!!rsrsrs). Bom, é isso... o segundo tipo de KIWI é o nome dado à população e o terceiro é o KIWI Fruit, esta mesma frutinha verde que comemos ai no Brasil. Entendido?

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Hoje estou sem inspiração para novos desafios e correndo para pegar mais uma baladinha. Afinal, hoje aqui já é sábado... quase meia-noite!rsrsrs

abraço

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Isso aconteceu na Nova Zelândia!

texto e foto: diego siegmais fotos, acesse: http://www.flickr.com/photos/diegosieg

Quando você escuta falar sobre a Nova Zelândia, o que vem à sua cabeça? As alternativas são muitas, como: a Nova Zelândia é uma pequena ilha da Austrália; a Nova Zelândia é a terra do Senhor dos Anéis; a Nova Zelândia é um lugar lá no fim do mundo e eu nunca consegui guardar o nome da sua capital; a Nova Zelândia é a terra dos esportes radicais e das lindas paisagens cinematográficas; a Nova Zelândia é a terra da liberdade e todos andam pelados pela rua e fazem tudo o que dá na telha, como fumar uma ervinha na rua, tomar um chazinho de cogumelos etc; ou melhor ainda, a Nova Zelândia, na verdade, não existe e é apenas uma criação capitalista para nos vender o paraíso.

Incrível, mas antes de pisar neste país, tenho certeza, grande parte das pessoas já passaram pelo mesmo conflito de idéias. O que é Nova Zelândia? Ai tem sempre aquela mesma historinha: Ah, "um primo de uma vizinha de um grande amigo meu" já foi para lá e disse que gostou! E quase sempre é igual... Quando você, todo feliz, fala para alguém: "ah, no próximo mês irei para a Nova Zelândia!" E, simplismente, a pessoa olha para a sua cara e pergunta: Para onde? Menino, o que você vai fazer lá? Você é maluco? Se quer aprender inglês, vá para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra ou Austrália! Lá é o fim do mundo! Nunca ouvi falar deste lugar! Será que existe mesmo? Não é perigoso? Ouvi falar que lá eles comem gente... blá, blá, blá.

Assim, não posso criticar ninguém por isso, afinal, eu, em um determinado momento da minha vida, cheguei até a duvidar da existência dessa terra. Pois, não sei se você se lembra, mas há alguns anos, a Rede Globo levava ao ar, todas as manhãs, um programa infantil chamado TV Colosso. Conhece? Então, nesse programa tinha um quadro jornalístico intitulado “Acredite se puder”, onde o apresentador (Jaca Paladium) falava sobre um assunto absurdo, em que praticamente ninguém poderia acreditar, e no final da matéria dizia: “Acredite se puder, mas isso aconteceu na Nova Zelândia!”. Ai pensava... Puts, este lugar deve ser muito louco mesmo!

E agora, alguns anos depois, estou aqui! Há quase três meses e pela segunda vez (ano passado estive aqui também. E como gostei muito, voltei).

Resumindo... Sim, a Nova Zelândia existe, o povo daqui é chamado de Kiwi (sem piadinhas, eles não são peludos por fora e frutas por dentro), os nativos são conhecidos como Maoris e todos aqui amam jogos de rugby, abacate no meio da comida e as mulheres são, na grande maioria, piradas durante a noite!

Não acredita? Ok! Mas, isso sim, acontece na Nova Zelândia...

Bom, por hoje chega. Amanhã tem mais... por enquanto, só um desafio!
Vamos ver quantas pessoas acertam...

Lá vai:

- Você sabe a diferença entre os três tipos de KIWI
existentes na Nova Zelândia?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

acordar um dia em cada lugar!

Você já pensou em se jogar no mundo? Assim, colocar uma mochila nas costas e mergulhar no desconhecido. Pois é, a partir de hoje esta será a proposta deste blog. Desvendar alguns dos muitos mistérios espalhados pelo mundo. Neste espaço, vocês conhecerão lugares, pessoas, sabores e os mais variados assuntos sobre o desafio de viver longe de tudo e de todos. Bom, a proposta se baseia em traçar rotas alternativas para se conhecer os lugares mais remotos do planeta ou até mesmo deste nosso "pequeno gigante" universo! Topa o desafio?

Seja bem-vindo ao Alt Trip!